Uma Game Jam… em Curitiba!

Há mais ou menos (mais mais que menos) fiz uma pós em desenvolvimento de jogos em Curitiba. Agora volto para um Game Jam organizado pelo meu amigo e colega de pós Bruno, na PUC PR.

Demorei tanto para escrever que estou indo pela segunda vez kkkkk.

Aqui vai um relato da segunda viagem. E ela começa comigo esquecendo de um período de férias. Quando vi, estava de férias e me preparando para a segunda ida a Curitiba para esse evento.

Se no ano passado eu levei mala, desta vez estou indo de mochila… A mochila:

Porém nessa quase esqueço peças íntimas em casa. Sorte que eu deixei no fundo da mochila.

Desta vez estou levando o notebook, um ultrabook da Dell. Fiz uns testes e o teclado dele estava com defeito, a tecla (teclas?) Ctrl travando. A solução?

Bastou retirar as teclas CTRL e levar o meu teclado semimecânico. Resolveu que foi uma beleza!

Passamos no Graal em Registro. Peguei uns comes e bebes – não muito para deixar um rim rs – e tinha até uma manta. Como eu tinha esquecido de trazer uma acabei comprando essa. Espero não ter caído na cilada do Graal.

Vou ficar em um studio. Ele fica do lado da PUC-PR. Do lado mesmo. E esse studio tem meio que um toque de recolher às 22h. Então, se eu passar desse horário, aí só no dia seguinte de manhã.

Neste ano de 2026 a Jam será nos dias 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro. Normalmente o tema é revelado no primeiro dia. Entretanto, a Global Game Jam iniciou mesmo no dia 26. E eu já sei qual é o tema deste ano…

Uma das coisas mais legais do evento do ano passado foi conhecer os meninos e a menina do projeto Lupi. Trata-se de console de baixo custo e open source / open hardware que você monta do zero desde a placa-mãe, coloca um ESP32 e um Raspberry Pi e os outros componentes. A proposta é ensinar tanto a montagem como o desenvolvimento de jogos usando a linguagem Lua.

Fizemos amizade, mas não tivemos muito contato. Porém o Lino – um dos responsáveis do projeto – já me contactou perguntando se eu ia. Por causa do meu trabalho minha agenda em anos pares é mais complicada, mas acabou dando tudo certo!

Primeiro Dia: (re)encontros e início da codificação

Após 6h30 de viagem saindo do Tietê, chego em Curitiba por volta das 14h30. Deixo minhas coisas no Studio que fica a uns 100m da PUC-PR, e vou para lá. Encontro o Bruno, que é professor da PUC, um dos organizadores da Jam e amigo meu dos tempos da pós na UNICENP (hoje Universidade Positivo, do grupo Cruzeiro do Sul). Recebo o kit de Jam Lover com o pessoal e, além da camiseta e outros brindes, recebo um chapéu bacana. Se no ano passado a parte visual do evento em Curitiba remetia às capivaras, este ano foi algo mais steampunk com dinossauros.

Reencontrei o Lino e a Carol do projeto Lupi. Gente finíssima! Eles me emprestaram um Lupi para desenvolver o jogo da Jam deste ano, cujo tema foi “Máscara”. Pensei alguns minutos e comecei a fazer um clone sem-vergonha do jogo “Sinistar”. Agora o desenvolvimento no Lupi ficou ainda mais fácil: basta criar um repositório no Github, incluir um serviço específico de deploy para o Lupi e pronto!

Também nesse encontro conheci outras pessoas legais, como o pessoal da Hanoi Games (Isa e Victor)

Segundo Dia: Fechamento do jogo

Por incrível que pareça, fechar o jogo foi mais fácil do que eu esperava. A maior dificuldade foi com um trecho do código que criava a ilusão de movimento da nave – na verdade tudo se move na direção oposta. Depois de um tempinho razoável consegui perceber o erro e arrumei.

Em outro post eu vou falar mais do jogo e pretendo fazer um port dele para Godot.

Terceiro Dia: Despedidas

O último dia da Jam foi mais para mostrar os jogos feitos, comprar lembrancinhas e se despedir tanto dos amigos do ano passado como os novos.

Quarto Dia: um dia de folga

Desta vez, ao invés de sair correndo no último dia da Jam, decidi ficar mais dois dias. Fiz um passeio leve pelo bairro e, como bom Paulista, fui até o Shopping Estação. Isso trouxe boas lembranças, do tempo da pós em Curitiba

Como eu fiquei em um AirBnB, fiz uma limpeza básica e tirei o lixo.

Quinto Dia: o retorno

A volta foi relativamente tranquila. Voltei pelo Terminal de Prefeito Saladino. A viagem pareceu ser mais longa, não sei o motivo.

Para 2027 estou pensando em explorar a Jam em outro estado… talvez até em outro país, quem sabe?


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